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Uma história real de uma mulher que apesar de tudo tentou mudar a sua vida.

Uma mulher e uma história real.
Angélica era uma linda jovem moradora de uma localidade situada na região central do Estado do Rio Grande do Sul, cheia de sonhos como qualquer outra jovem da idade dela, casou-se aos vinte e três anos de idade, sua família trabalhava no plantio de hortigranjeiros, após o casamento continuou trabalhando com seu marido Celso, no inicio o casamento continuava muito bem, nos primeiros cinco anos de casamento Angélica tiveram suas duas filhas, após essa fase Celso começou a beber, e procurar outros caminhos, novas namoradas, por isso havia muitas discussões, gastava tudo o que ganhava, sua família passava necessidades, mas Angélica  continuava sempre trabalhando e com esperanças que seu marido mudasse de vida, mas o tempo passava e nada acontecia, Celso cada vez ficava pior, quando Angélica saia, ele pegava suas galinhas, seu estoque de cereais e objetos ele ia até a venda e vendia, sem a autorização da esposa, quando Angélica chegava nada mais encontrava em casa, tudo havia desaparecido, seu trabalho na época era apenas suficiente para sustentar as crianças, tudo era muito triste, Angélica não podia sair de casa, quando isso acontecia, seu marido vendia tudo que ela tinha conseguido com seu trabalho na lavoura, ela sofria muito com a situação, e isso se repetiu por muitas vezes e anos, como era uma localidade pequena ninguém aceitava ver uma mulher separada, por isso Angélica tentava evitar tal constrangimento, seus pais moravam próximo a sua casa, então um dia Angélica pensou muito, e resolveu que não era mais possível viver assim, suas filhas estavam estudando, assim que chegou as férias ela  decidiu partir. Era dezembro, as ferias escolares chegaram, Angélica pediu ajuda a seus pais, para deixar as meninas na casa deles para que ela pudesse sair de sua casa, e assim partir para outra cidade com mais tranqüilidade, e procurar um lugar para ficar e um emprego , era sexta feira, Angélica bem cedo deixa sua casa com as filhas, vai a casa de seus pais e deixa as meninas lá com seus pais, lá ela teria certeza que elas ficariam bem até ela voltar, com emprego e um lugar para ficar, e a poder assim levar suas filhas, então disse adeus para os pais, e disse também as meninas – filhas mamãe vai procurar um lugar para nós, vocês vão ficar melhor aqui com a vovô, assim que conseguir um lugar venho buscar vocês, e saiu para outra cidade próximo a cidade de Porto Alegre, uma cidade da região metropolitana, a distância de sua cidade Natal era aproximadamente uns trezentos e cinqüenta quilômetros da cidade que ela se encontrava, emprego ainda  não tinha conseguido, os dias se passavam, tudo estava difícil, o pouco dinheiro que ela conseguira estava terminando, tudo começava a ficar desesperador, voltar para a casa não poderia, e nem desejava, mas mantinha a fé, até que a dona da pensão comentou que um amigo dela, um senhor chamado Olavo tinha um sítio com mais ou menos quinze hectares, tinha animais, e plantava um pouco de tudo para seu uso, produtos orgânicos, era trabalho pesado para um homem, imaginem para uma mulher, mas mesmo assim Angélica falou com seu Olavo, e pediu uma oportunidade para trabalhar, o sítio ficava muito longe da cidade, totalmente isolado, sítio esse que tive a oportunidade de conhecer agora há poucos dias, e toda história de Angélica, fui selecionada para avaliar e vender o imóvel, continuando: - Angélica na época teve a oportunidade, se é que se pode dizer isso de oportunidade, mas sim podemos dizer da  única opção naquele momento,  era o que tinha se apresentado no momento, era desesperadora sua situação, contratada lá foi ela, tinha seus quarenta anos, e lá trabalhou, e trabalha, já há vinte e um anos ali no sítio, um belo lugar com vista panorâmica, conversando com o proprietário ele disse: - ela planta o milho, o pasto para os animais, colhe, trata os animais, tira o leite, faz queijos, colhe os produtos, cuida da casa do sítio, faz todo o trabalho que um homem faz, com isso ela ganha um salário mínimo, e alimentação, suas duas meninas  ficaram com ela morando no sítio, mais tarde saíram para estudar e trabalhar, hoje suas meninas já estão formadas e casadas recentemente, levaram consigo o exemplo da mãe, por isso venceram. Os vinte e um anos que Angélica mora no sitio foram de muita solidão, diz ela, deixou seus sonhos para trás, nunca mais se casou, todos  os anos que no sítio  viveu só saia para levar as meninas para escola, que ficava uns cinco quilômetros do sítio, ou para fazer compras de tempo em tempo, acostumou-se com a solidão, ela disse mais enquanto caminhava no sitio para mostrar: - eu não tinha escolha, eu sofria, chorava todos os dias, nessa hora eu pensei que era melhor qualquer coisa do que viver assim como eu vivia, eu sofria, minhas filhas sofriam mais ainda, decidi partir, procurar um lugar, pedi a Deus, ele guiou-me até aqui, não importa minha solidão, importa a paz que encontrei e ver minhas filhas felizes, eu podia ter ido embora, mas fiquei, não me arrependo, quando a solidão bate forte saio para caminhar no sítio, ou sento na área fico contemplando o céu, depois tudo passa, como dizem nem sempre a vida será de tristezas, e nem sempre alegrias, é a vida, e assim continuamos a conversa, Angélica está preste a completar sessenta e um ano, aguarda aposentadoria por tempo de serviço do INSS como trabalhadora rural, é uma mulher muito bonita ainda, um corpo que parece freqüentar uma academia, diz ela que tudo é conseqüência do trabalho que faz, e que serve para ela se manter com um belo físico, a pele parece de uma mulher bem mais jovem da idade que tem, tem uma conversa amável, simpática, na conversa disse a ela: Dona Angélica a senhora está muito bem, e tem muito a viver ainda, ela respondeu: - querida é verdade, assim que me aposentar vou partir daqui, vou levar saudade, vou morar com minhas filhas na Capital, seu patrão está triste com a partida e disse: - Dona Angélica caiu do céu, só vai partir porque vai se aposentar, ela merece descansar, essa é mais uma história real de uma mulher que mesmo sem condições e adversidades conseguiu chegar, serve com  exemplo, é uma vencedora, hoje altiva, talvez guarde segredos em seu coração, mas está feliz, procurou um lugar onde pudesse ter paz, e cuidar de sua família honestamente, sinceramente eu achei um belo exemplo a todas nós mulheres, não é preciso ser uma executiva para se considerar uma vencedora.
Histórias Fátima Zanin, direitos todos reservados a autora, plágio é crime, respeite os autores.
Os nomes são fictícios.

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